27/04/2007

Perdi-me (no tempo)

A propósito do ciclo de mudança que todos nós atravessamos e da impermanência que lhe é inerente, encontrei ontem uns rabiscos que datam de 2005. Foi curioso verificar que embora algumas coisas mudem rapidamente nas nossas vidas outras subsistem sob todas as formas.


Perdi-me (no tempo)

Vinte e um anos passaram...
Na corrente do tempo naveguei...
Sem saber de onde vim e para onde vou
é difícil descobrir quem sou!


Inconstância

Mudam as gentes
Mudam os lugares
Mudam os sonhos
Mudam os medos

Só não muda a minha ânsia de mudar!

[Pergunto-me o porquê de nos continuarmos a preocupar com estas questões se sabemos, à partida, que não há uma resposta que nos satisfaça por completo... o que procuramos afinal?
Alguém tem A resposta?]
Ecos by ANA

2 comentários:

Anónimo disse...

sugiro um post sobre a indecisao, já q da última vez q me perguntaste não sugeri nada ;) Nadia

Filipe Marques disse...

Há um poema de W. H. Auden que me mostraram há uns dois anos ou assim. É muito interessante e tem uma frase que, de certa forma, responde de forma sublime às questões relativas à mudança...

"Were all stars to disappear or die,
I should learn to look at an empty sky."