25/05/2007

U-Marketing

Ontem tive o prazer de assistir a uma apresentação sobre U(you)-Marketing. O título até poderia ser outro: Valoriza o teu potencial
Todos nós somos um Marketing Mix, composto por produto (!), comunicação, oferta/procura e distribuição. Como tal, temos de ter a habilidade de nos tornar melhores a cada momento. Este foi o mote da apresentação.
Segue-se o rol de dicas deixado pelos orador sobre como traçar o nosso próprio plano de marketing:
  • Tu és o teu produto:
- cuida da tua imagem
- posiciona-te
- networking (conhecer as redes de empresas à nossa volta)
  • Faz acontecer: é preciso persistência; as oportunidades não se encontram. Procuram-se.
  • CV = Curriculum Vitae
Criar Valor vs Criar Volume
Queremos mostrar o nosso valor, aquilo em que somos bons, as actividades em que participámos e em que temos interesse ou simplesmente apostar nas médias mais elevadas e em resmas de folhas com informações básicas do tipo BI, Contribuinte... mas que nada dizem sobre nós?
A escolha é tua.
  • Inova e Partilha

É essencial não ter medo de partilhar as nossas aprendizagens com os outros. Mas aceita que os outros não queiram partilhar as suas descobertas contigo. (A vida não é perfeita. Somos nós que criamos essa perfeição)

  • FyF - Follow your ideas

Foi demonstrado que 80% das decisões são tomadas com base na emoção e apenas 20% na racionalidade. Portanto, pensar para quê?? Sê criativo, deixa-te levar pelas tuas ideias (e reza para que elas te conduzam por um bom caminho!)

  • Recicla-te:

Não permaneças sempre igual. Aprende, inova, muda constantemente mas sem deixar fugir a coerência interna. Estás a ver um anti-vírus em que temos de fazer actualizações permanentes?!? Acho que é essa a ideia... :D

Muitas frases ficaram a bailar na cabeça:
Life is too short for the wrong job.
Be a life long learner.
Sê um especialista em várias coisas. Não te concentres numa coisa só. Diversifica os teus conhecimentos.
Sê bom naquilo que fazes: há centenas de pessoas a fazer o mesmo que nós. É fundamental sabermos distinguir-nos.
Atreve-te a ver mais em www.ruiventura.multiply.com
[as imagens são fantásticas e os vídeos não se ficam atrás]

22/05/2007

Longe da vista, perto do coração (II)

À Rita D., pela força e coragem tremendas que me transmitiu. Por querer sempre chegar mais longe. Por me ter feito concluir que não é preciso passar por cima de ninguém para o conseguir.
À Ana Luísa, 'a amiga da China', que é como uma mãe, sem deixar de ser amiga. É realista, sem deixar de ser sonhadora. E, por já ter passado a barreira dos 30, aprendi a escutar com atenção os seus conselhos. Foi a primeira a quem falei das minhas dúvidas existenciais, da imortalidade, do pavor que era sentir-me 'viva'. Não sei se alguma vez me compreendeu realmente. Nunca precisei de saber. Sempre me apoiou, me chamou à terra, sem nunca me cortar as asas. Quando defini bem o meu sonho profissional e pessoal foi a primeira pessoa a quem contei. Respondeu-me: "ai queres? então trabalha para isso". Estou a fâze-lo amiga.
Ao Carlos, porque no dia a seguir à tempestade surgiu na minha vida como um raio de sol. Ainda hoje me ilumina sempre que está presente.


À Cláudia, pelas papas na língua que nunca teve... por me ter feito partilhar coisas nunca antes ditas. Por me ensinar a partilhar um espaço... Por ter muito mais do que demonstra. Pela sua ida para os Açores... mostrou-me que a saudade só surge quando sabemos que não vamos estar com a pessoa sempre que o desejamos...


Ao Bilal, pela intensidade com que entrou e "saiu" da minha vida. Pelos ensinamentos ainda mais fortes que deixou. Por me ter mostrado que o 'grande amor' precisa de muito mais do que amor... por me ensinar que mesmo estando 24h com uma pessoa, mesmo assistindo a todos os seus passos, a pessoa muda sem darmos conta... simplesmente porque a importância de determinadas experiências é intrapessoal. Porque detestava que dissesse 'adoro-te', 'sinto a tua falta', 'és importante para mim'. Não admitia que eu considerasse que alguém pudesse ser mais importante do que eu mesma, que venerasse outro alguém para além de mim. Assim, trocou aquelas expressões por outras mais bonitas: 'Amo-te', 'sinto saudades tuas'...
Por ter sido o Pai que nunca tive.
Era uma borboleta de asa partida quando me encontrou. Cuidou-me e libertou-me quando viu que já conseguia voltar a voar. Merci.


Á Joana, por me ter encantado! Mostrou-me que a amizade surge sem a procurarmos; floresce em cada partilha... Por me proporcionar momentos de verdadeira alegria, de verdadeira reflexão e de verdadeiro silêncio. Uma mistura que alimenta a vontade de a querer conhecer mais e mais... 'Pelos salpicos de ensinamento que absorvo em cada contacto.'
Por ser tão diferente e, ao mesmo tempo, tão igual.
Por ser tão humana e, ao mesmo tempo, tão irreal.


Ao João Nuno, por me fazer sentir alguém especial... por me tratar imensamente bem. Porque gostei dele só por meia dúzia de palavras enviadas por email, uma mera explicação que tanto me cativou. E mais tarde, quando me guiou pelos terrenos do Telhal, fez-me sentir em casa. Pelas palavras trocadas... pelo seu interesse pelo outro...


Ao Hugo, por me ter proporcionado praticar o Zen e, desse modo, ter-me ajudado a dar mais um passo na minha caminhada.


OBRIGADA
:D

Longe da vista, perto do coração (I)

À Dulce, a minha primeira confidente, o meu primeiro amor. A primeira pessoa que me mostrou o significado da bondade infinita... e também da pobreza extrema, sem nunca baixar os braços, sem nunca deixar de sorrir... Por ter "partido" com apenas 9 anos fez-me acreditar na vida depois da vida. Cabelos loiros e olhos azuis tinhas tu minha amiga, cabelos loiros e olhos azuis têm os anjos...
À Sónia, por me ter ensinado que depois do ódio vem o perdão; depois do perdão vem o amor...
Por ter sido a primeira pessoa que me deu a ideia da complexidade do ser humano e, por isso, a primeira que procurei compreender em toda a sua plenitude... sem nunca ter conseguido! Por me ter ensinado que a solidão existe mesmo no meio de muita gente... pela forma como me fez perceber que duas pessoas tão distintas podem ser grandes amigas.
Por ter sido uma excelente companheira durante toda a minha adolescência.
À Carina, por me ensinar o que era a ambição, o que era ser adulto mesmo em criança. Por tantas vezes ter partilhado as suas alegrias e tristezas comigo e, desta forma, ter-me feito compreender que a vida é feita de ciclos... que depois da tempestade vem a bonança... Por me mostrar que bens materiais não trazem felicidade... somente encobrem a tristeza. Por ainda hoje permanecer ao meu lado e, apesar das mudanças, ainda reconhecermos o valor uma da outra...
Ao Ricardo, por me ter tornado uma boa ouvinte... por me mostrar que muitas vezes substimamos as pessoas e muitas vezes elas nos surpreendem.
À Maria Inês e à Lúcia. À Inês por me ter dado a conhecer a Juventude Hospitaleira nos tempos de liceu... mesmo quando eu apenas queria resolver as questões do ego. Há um ano (re)descobri o que era a JH e, através dela, descobri o que desejo ser quando for "grande". À Lúcia por ter desaparecido da minha vida, no segundo ano da faculdade, sem que pudesse dizer o quanto a apreciava... ensinou-me que não devemos guardar as palavras para ocasiões especiais.
A ambas por terem seguido a vida religiosa, por não quererem perder mais tempo, pela dedicação aos outros: a primeira pela via da contemplação, a segunda por pôr as mãos na massa. Duas formas diferentes, duas formas precisas.
Por me fazerm notar que estou constantemente a perder tempo com coisas inúteis mas ainda assim necessárias para a minha evolução.

Maio = mês do coração

Hoje dedico este espaço áqueles que por motivos diversos se encontram mais longe do que gostaria e, apesar disso, permanecem no meu coração. Aos outros, os que estão presentes de forma constante, digo apenas: obrigada por serem quem são, obrigada por me permitirem ser quem sou.
O percurso de ida:
desconhecido - conhecido - amigo - grande amigo
O percurso de volta:
grande amigo - amigo - conhecido (- mas nunca mais será desconhecido)

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós." (Antoine de Saint-Exupery)

Amigo:
o que quer bem;

Amizade:
afeição;
amor;
dedicação;
benevolência.

21/05/2007

Vidas de silêncio

Se fizéssemos um minuto de silêncio por cada criança raptada correriamos o risco de ficar calados para sempre...

Ecos by ANA

15/05/2007

Cantarolar, gritar ou perguntar?

A minha vida não é mais do que um emaranhado de melodias.
Ás vezes apetece-me gritar até rebentar as artérias (1).
Outras vezes, o céu é de um azul profundo, sem nuvens, e permaneço na contemplação a cantarolar sunrise, sunrise (2). Outras ainda, pergunto: Quem me leva os meus fantasmas? Quem me salva desta espada? Quem me diz onde é a estrada... (3)

Ecos by ANA

1 - Da Weasel, Força (uma página de história)
2 - Norah Jones, Sunrise
3 - Pedro Abrunhosa, Quem me leva os meus fantasmas

Tenho fome, tenho frio

Tenho apetite de amor, de sorrisos, de harmonia.
Tremo por um manto que cubra a crueldade, a injustiça, e tudo o mais que me pesa no estomâgo.

Ecos by ANA

Fome

Sinto fome.
Ás vezes queria não ter sentidos... mas penso que esse desejo não consta da lista concedida pela fada madrinha.
Encolho-me para espantar a dor. Já sinto a barriga colada às costas. Ugh! E quando não penso em mais nada do que aqueles bolos da loja do senhor Zé, aparecem uns tipos, vindos do nada, a andar ao meu lado. Ena, são muitos.
"É amigo, pariu a galela foi?"
"Ah, você tem piada! 'tamos a marchar pela fome."
"Curioso"- pensei - parece que de repente ficou muita gente com fome. "Atão e o que vão fazer para matar a fome?"
"Oh amigo não somos nós que temos fome. Nós só queremos ajudar os outros."
"Mas querem ajudar todos?"
"Hoje é p'ra ajudar a Tanzânia"
Os meus pensamentos falam alto e acabo por dizer: "Epá essa senhora tem sorte".
"A Tanzânia?", "Ah ah ah, não é uma senhora é um país"
"Ah... nunca ouvi falar. Onde fica?"
"Fica lá pó estrangeiro. Bom amigo, gostei deste bocadinho mas vou começar a acelerar o passo. Até à vista."
Agora que o tipo me deixou volto a sentir o estomâgo a exigir uma comidinha. Ai... e agora parece que a fome voltou ainda mais esfomeada. Olho à volta. Ah, a mercearia! O senhor Zé está lá dentro. É boa pessoa mas da última vez ficou bravo por me ver a surripiar os bolinhos.
Bom, desta vez tenho de ser mais discreto.
Os tipos continuam a marchar pela fome...
Também eu vou marchar pela fome... ó se vou! Assim que tiver algo apetitoso nos bolsos, nem vou marchar, vou correr!

08/05/2007

Crenças

Ontem dizia (a sorrir) a um colega: "agora também faço parte dos descrentes. Já faço parte do teu clube!" Eu que o aborrecia imenso, porventura porque não conseguia entender a ausência de 'porquês' na sua cabeça; eu que o espicaçava sempre com as minhas eternas dúvidas na ânsia de o ouvir falar; eu que tinha dificuldade em aceitar que as pessoas não se questionassem sobre o que move todo este mundo; eu; eu; eu; sempre eu!
Ontem, quando o vi, as palavras sairam-me de rompante. Quase nem deu para pensar. E por isso mesmo acredito serem verdadeiras. Brotaram da alma sem passar pelo escrutínio do pensamento.
Depois de solta a afirmação recordei algo que me tinha dito no início deste ano: "oh Ana, que pergunta! Achas mesmo que não penso?! Se cheguei a estas conclusões é porque já tive um longo caminho atravessado por tudo o que é dúvida, não achas? Tive de pensar para perceber que não acreditava naquilo que a sociedade me impingia. Aquele deus de que as pessoas falam não faz sentido para mim. "
Ontem, paciente e sabiamente, apenas disse:
"Somos sempre crentes em alguma coisa. O que muda é a crença".
Fez-se luz! :)
E fez muito, muito sentido.
Percebi que faz parte da evolução...
Deste que li A Fórmula de Deus já tinha notado alguma aceitação, e sobretudo menos inquietação, relativamente ao nosso desígnio.
Compreendi que a resposta está dentro de nós, e não vale a pena torturarmo-nos com o tudo o resto.
Não deixei de questionar, apenas desisti de procurar fora. Comecei somente a separar o que tem sentido daquilo que nada me diz.
Ontem acreditava em Deus.
Hoje acredito no Homem.

07/05/2007

Dia e Noite



Enquanto é dia e o sol brilha tudo é luz que resplandesce e ofusca. Mas só na escuridão da noite vemos as verdadeiras estrelas.

Ecos by ANA
Julho 2006

06/05/2007

Just BE!

Hoje acordei a pensar na expressão "don't worry, be happy!".
Já a vi, por diversas vezes, com outros propósitos como, por exemplo, "don't worry, go shopping!".
E que tal se disséssemos "Don't think, just be!", acrescentando-lhe umas letras pequeninas em baixo dizendo "e experiencia o quão difícil é simplesmente ser"?
Não pensar, não processar tudo aquilo que recebemos através dos nossos sentidos, somente ser.
Há dias, enquanto conversava com o meu "mestre" de meditação Zen, disse que sentira uma imensa dificuldade inicial em abstrair-me de tudo o que me envolve (luz, ruído, imagens). Ele respondera-me dizendo que quando estamos neste "estado de ser" nós fundimo-nos com o ruído, com a luz, com tudo o que nos envolve... deixamos de ser nós e o resto. A unicidadede toma conta de tudo.
Os progressos já se fazem sentir. Sim, agora já consigo estar 3 segundos sem pensar!! :D
Parece rídiculo, não é? Experimentem! 1
Entretanto, encontrei um livro de Osho, Meditation for busy people, que continha umas frases muito pertinentes sobre esta questão. São bons koans (algo que transcende o conceito e a lógica) para se usar como tema de meditação:
"Sopt yourself. Stop yourself completely... just be present..."
"The whole will become a mirror, you will be reflected everywhere."
"You can live an extraordinary life in a very ordinary life."
Outras frases (recolhidas dos sites abaixo indicados) que também me marcaram:
Sem te auto-satisfazeres nas tuas circunstâncias favoráveis ou sem desprezares e rejeitares as tuas circunstâncias defavoráveis, encontra-te com este Agora tal como ele se dá, sê Isto, independentemente do que ele seja. Não só não há um tempo idêntico ao presente, como não há outro tempo senão o presente.
Estima-te e desperta
Hoje, amanhã, sempre
Primeiro, firma-te no caminho, depois ensina os outros,
E vence assim o sofrimento.
Para endireitares o que está torto,
Tens primeiro de fazer algo mais difícil -
Endireitares-te a ti mesmo. Tu és o teu próprio mestre.
Quem outro poderia ser?
Conquista-te
E descobre o teu mestre.
Aspiras a descobrires o teu Eu, mas acabas por descobrir que não há nada
a descobrir.
Para quem quiser saber mais:
[p.s. - lembrem-se que o simples facto de não querer pensar é, por si só, um pensamento! Não façam batota!! :p]

04/05/2007

The pursuit of happiness

Por ti:

«'The pursuit of happiness' é o título de um filme que conta a vida de uma personagem que procura incessantemente ser feliz. Pursuit significa buscar, procurar, perseguir. Lembra-nos que temos uma meta, um objectivo, uma necessidade...
Felicidade é mais difícil de definir; depende muito de ti, do Eu, de cada um de nós; és capaz de a sentir, de vivenciar um estado de, mas será difícil descrever-te ser feliz.
Ser feliz será talvez desígnio primário das nossas vidas, é o nosso caminho na estadia da vida, a nossa peregrinação, a providência humana. Talvez a felicidade seja apenas o momento, um momento no tempo em que estamos simplesmente felizes.


Por ti, espero que encontres e entres de novo no teu [] (quadrado) mágico, no equilíbrio, na harmonia e paz que tanto procuras.
Por mim, obrigado por pequenos momentos de felicidade, irrepetíveis, perdidos no passado, porque não podemos parar o tempo, isolar um instante, e... vivê-lo para sempre, seria batota, porque, afinal, a vida é uma busca, tal como o filme.

Não existem sonhos grandes demais, continua a caminhar... Ana»

Por mim:

Aquele algo que não se vê mas sente-se... Oh vida sublime encerrada em nós...
Palavras são tentativas falhadas de materializar sentimentos.
Não tivesse sido uma coincidência, quase poderia dizer que usaste palavras que muito me definem... ou não iniciasses o texto com o único filme que (em 11 meses) me dei ao trabalho de ir ver no cinema, e finalizasses com uma frase de Raoul Follereau que tenho emoldorada no quarto.

Pouco será dizer que te admiro, será menos ainda dizer que gosto de ti.
Muito seria pedir para te manteres por perto... assistires ao meu voo e com esse leve bater de asas mudar o mundo... o meu mundo!
Qual passarinho que sabendo não ser da espécie da borboleta, reconhece que é desejo de ambos escalar a montanha e partilhar os céus... aquele algo que não se vê mas sente-se...

Consciente da tua alegre inconsciência



«Ah! poder ser tu, sendo eu! Ter a tua alegre inconsciência, e a consciência disso.»

Fernando Pessoa