22/05/2007

Longe da vista, perto do coração (II)

À Rita D., pela força e coragem tremendas que me transmitiu. Por querer sempre chegar mais longe. Por me ter feito concluir que não é preciso passar por cima de ninguém para o conseguir.
À Ana Luísa, 'a amiga da China', que é como uma mãe, sem deixar de ser amiga. É realista, sem deixar de ser sonhadora. E, por já ter passado a barreira dos 30, aprendi a escutar com atenção os seus conselhos. Foi a primeira a quem falei das minhas dúvidas existenciais, da imortalidade, do pavor que era sentir-me 'viva'. Não sei se alguma vez me compreendeu realmente. Nunca precisei de saber. Sempre me apoiou, me chamou à terra, sem nunca me cortar as asas. Quando defini bem o meu sonho profissional e pessoal foi a primeira pessoa a quem contei. Respondeu-me: "ai queres? então trabalha para isso". Estou a fâze-lo amiga.
Ao Carlos, porque no dia a seguir à tempestade surgiu na minha vida como um raio de sol. Ainda hoje me ilumina sempre que está presente.


À Cláudia, pelas papas na língua que nunca teve... por me ter feito partilhar coisas nunca antes ditas. Por me ensinar a partilhar um espaço... Por ter muito mais do que demonstra. Pela sua ida para os Açores... mostrou-me que a saudade só surge quando sabemos que não vamos estar com a pessoa sempre que o desejamos...


Ao Bilal, pela intensidade com que entrou e "saiu" da minha vida. Pelos ensinamentos ainda mais fortes que deixou. Por me ter mostrado que o 'grande amor' precisa de muito mais do que amor... por me ensinar que mesmo estando 24h com uma pessoa, mesmo assistindo a todos os seus passos, a pessoa muda sem darmos conta... simplesmente porque a importância de determinadas experiências é intrapessoal. Porque detestava que dissesse 'adoro-te', 'sinto a tua falta', 'és importante para mim'. Não admitia que eu considerasse que alguém pudesse ser mais importante do que eu mesma, que venerasse outro alguém para além de mim. Assim, trocou aquelas expressões por outras mais bonitas: 'Amo-te', 'sinto saudades tuas'...
Por ter sido o Pai que nunca tive.
Era uma borboleta de asa partida quando me encontrou. Cuidou-me e libertou-me quando viu que já conseguia voltar a voar. Merci.


Á Joana, por me ter encantado! Mostrou-me que a amizade surge sem a procurarmos; floresce em cada partilha... Por me proporcionar momentos de verdadeira alegria, de verdadeira reflexão e de verdadeiro silêncio. Uma mistura que alimenta a vontade de a querer conhecer mais e mais... 'Pelos salpicos de ensinamento que absorvo em cada contacto.'
Por ser tão diferente e, ao mesmo tempo, tão igual.
Por ser tão humana e, ao mesmo tempo, tão irreal.


Ao João Nuno, por me fazer sentir alguém especial... por me tratar imensamente bem. Porque gostei dele só por meia dúzia de palavras enviadas por email, uma mera explicação que tanto me cativou. E mais tarde, quando me guiou pelos terrenos do Telhal, fez-me sentir em casa. Pelas palavras trocadas... pelo seu interesse pelo outro...


Ao Hugo, por me ter proporcionado praticar o Zen e, desse modo, ter-me ajudado a dar mais um passo na minha caminhada.


OBRIGADA
:D

4 comentários:

Anónimo disse...

Agradeço toda a amizade, mas agradeço-te ainda mais o facto de seres minha amiga!
A tua paz, o teu ser, o teu olhar...alentam a minha sede de viver!
Obrigado minha linda.
Gosto mt de ti

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Anónimo disse...

Perto do coração e bem perto de mim hoje e sempre...

Compreensão, acolhimento, amor, momentos únicos, sentidos e inesquecíveis são apenas alguns dos sentimentos que ficaram para sempre aconchegados no meu coração. São fruto de uma semente que cresceu e floresceu...
A ti, muito obrigada por despertares dentro de mim sentimentos tão nobres como a solidariedade, a amizade profunda, a persistência e humildade. Ensinaste-me, não só a pensar em voar mas, a voar.
Acreditaste sempre em mim, deste-me a força que precisava quando não tinha nada para te dar, nem ninguém para me abraçar. Para isso, não tenho agardecimento que compense... Apenas agradeço a deus por ter cruzado as nossas vidas. Peço-lhe, somente, a possibilidade de dar, nem que seja uma ínfima parte, do tu que me deste...

Anónimo disse...

Um Beijo cheio de ternura e um agradecimento profundo.
Je Suis Bilal