01/12/2007

A criança que há em mim

Existem momentos na vida em que é preciso afugentar o complexo de Peter Pan e passar à fase adulta. Aprecio tanto a espontaneidade, o constante fervilhar de sonhos, a inconsciência das crianças, que a simples ideia me assusta. Às vezes, olho para as pessoas mais velhas e penso: uma criança ainda não sabe o que é ser adulto, mas um adulto já foi criança, adolescente, jovem adulto... e, no entanto, parece que o esqueceu.

Dias atrás, acompanhei uma amiga até ao seu local trabalho e no caminho ia observando que por detrás do fato e da maquilhagem estava a mesma amiga de sempre (doce, generosa, paciente, atenta ao outro), mas o escudo montado para esconder a ansiedade do primeiro dia tornava-a mais fria à vista. Quando a cumprimentei na despedida disse-lhe simplesmente: "Nunca deixes de sorrir".
A Rita sorriu e o escudo caiu.

Venha a fase adulta mas nunca morra a criança que há em mim! :o)

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